29.5.10

Nem sempre há luz ao fundo do túnel...

Sou homem cego mas eu vejo bem
Descolo intelectualmente num imaginário vaivém
Espaço, universo nunca antes conhecido
Tomo Roma como meu inimigo
Opinião amiga que me diz ser apagado
Largar esta vida, deixar de ser agarrado
Destino é-te uma armadilha e tu não tens culpa
Caíste nas mãos de uma filha da p***
A chegar o Verão, e eu com a sensação que é o Outono
Esperanças caiem no chão, fazem-me recear o sono
Olhos fecham, passa a película do cinema
Inconscientemente iludo-me sem problema
"David, levanta-te!" o filme acabou
Inicia um novo dia, onde fã eu não sou...